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Psicoterapia em Pinheiros, Palestras e eventos escolares  e Oficinas de desenvolvimento familiar

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A nossa criança interior

Há dentro de nós uma criança interior.

Uma criança que sempre precisou ser acolhida e cuidada, mas que quando nos tornamos adultos, a deixamos pra trás.


Ela mora dentro de nós, ela desperta os nossos momentos lúdicos e também os nossos momentos mais irracionais - aqueles momentos birrentos que depois olhamos pra trás constrangidos.


São nos momentos em que você se sente uma criança mesmo: sem vergonha nenhuma, com vontade de aprontar, brincar sem preocupações, explorar com curiosidade, inventar coisas malucas. E dentro de você, você pensa, nossa como é bom lembrar de ser criança, de não ter sérias preocupações pra resolver, parece até que a infância não está mais tão distante de mim - e ela nunca esteve.


Também tem vezes que não gostamos tanto da sensação de nos sentirmos crianças.


Quando sentimos um aperto no peito, com ou sem razão. Uma sensação de “querer colo”, de insegurança, de desamparo. Quando a vontade de chorar é maior do que o seu próprio motivo e quando atenção, cuidado e o colo é o único remédio pra passar essa dor. "Que vergonha", pensamos, afinal não somos crianças pra passar por algo assim.


Vamos nos tornando adultos, vamos nos fechando pra essa criança interior. Não sabemos lidar com os lados vulneráveis de ser criança, preferimos então deixá-la pra trás dizendo:


“Agora já não consigo mais te ouvir, estou em outro momento, cresçe.”

É, cresça.


Responsabilidades, reputação, frustrações, poder, cargos e papéis. Quando nos tornamos adultos, sentimos coisas que, quando crianças, nem soletrar a gente conseguiria.


Começamos a fugir dessa criança na intenção de crescer, quando fugir não resolve quase nada, abandonamos uma parte de nós.

A nossa tensão adulta nos torna rígidos, exigentes, envergonhados de acolher essa criança em nós, sentimos que não podemos mais brincar, descontrair, sentir aquela vontade de rir sem motivo algum. Chorar, gritar, ser ridículo, depender de alguém, pedir ajuda.


"Que constrangedor", dizemos. Até mesmo as vezes soltamos um "me desculpa por isso" quando há alguém por perto durante nossas crises.


Aos poucos, essa criança dentro de nós passa a ouvir tanta negação que vai se tornando uma criança sem energia, uma criança sofrida, confusa por não saber o verdadeiro valor de ser adulto. Dentro dela, ela sofre, mas assume:


“Se ser adulto é rejeitar a si mesmo, então prefiro mesmo nunca crescer, prefiro mesmo não ser você.”

Com dor, ela não se cala, ela grita dentro de nós pra chamar atenção. Ela faz de tudo pra te mostrar onde dói e como doi. Ela se vinga, te faz se arrepender em ser adulto.


Dores nas costas, na cabeça, reclama de tudo, bloqueia a sua criatividade e a sua capacidade de se sentir descontraído de novo. Você se vê então SÉRIO(A). Cara fechada, sem sorrisinho.


Olhamos pros filhos e pensamos “não me faz passar vergonha”. Ou até mesmo as vezes “nossa, como é bom ser criança”. Seja bom ou ruim, quase sempre negamos a ouvir nossa criança interior. Passamos vontade, calamos nossos desejos pelo medo de nos sentirmos ridículos.


Calamos a nossa criança interior e pagamos caro por calar a nós mesmos.


Há uma criança em você que deseja ser com você.


E tá tudo bem, todos nós já mandamos ela se calar alguma vez. Afinal, parar pra ouvir o que ela tem a dizer nos traz uma sensação estranha.


Mas eu posso te afirmar uma coisa: a minha maior cura foi poder dizer à minha criança interna:

“No passado eu me afastei de você, mas agora eu vejo o valor que é ter você. Hoje eu sou adulta e posso te acolher”.